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Mesmo alvo de protecionismo, Brasil ajudará Argentina




O Brasil está disposto a financiar exportações de bens e serviços para a Argentina para ajudar o vizinho a recuperar sua economia, mesmo sendo alvo de medidas protecionistas. Um encontro entre autoridades dos dois países deve ocorrer na próxima semana para tratar do tema. Em um primeiro momento, a ideia é usar recursos do BNDES e dos atuais programas de crédito às vendas externas para melhorar o intercâmbio bilateral. No entanto, não se descarta o repasse direto de dinheiro a empresas daquele país. As exportações brasileiras para a Argentina caíram substancialmente no quadrimestre, em parte por causa das barreiras ao comércio, mas também em decorrência da crise no país vizinho. Os embarques para a Argentina caíram 27,1% em abril, em relação ao mesmo período no ano passado. A média diária exportada sofreu um decréscimo de US$ 92,6 milhões para US$ 67,6 milhões. No acumulado do ano, a redução ficou em pouco mais de 11%. — Estão sendo pensadas formas de salvar a Argentina. Como o BNDES tem bastante capital, trata-se de uma alternativa interessante, desde que esse dinheiro não faça falta para empresas brasileiras — disse o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. Dados do BNDES mostram que a Argentina é o país que mais tem se beneficiado do financiamento de recursos pelo banco, destinados, em sua maioria, à infraestrutura. Em 2011, os investimentos naquele país somavam US$ 3,1 bilhões. Em seguida, estavam a Venezuela (US$ 1, 2 bilhão) e a República Dominicana (US$ 978 milhões). Pela primeira vez na história do comércio exterior brasileiro, a Argentina deixou, em abril, a terceira posição entre os maiores mercados para produtos brasileiros, perdendo lugar para os holandeses. Já o saldo da balança comercial do Brasil ficou positivo em US$ 560 milhões, na primeira semana de maio, resultado de exportações de US$ 3,749 bilhões e importações de US$ 3,189 bilhões. Considerando as exportações médias feitas por dia da semana passada, houve crescimento de 18,5% ante média do mesmo período de 2011. (Fonte: O Globo) Leia a matéria completa no site da AEB.

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