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Brasil é o quarto país mais atrativo


País sobe uma posição no ranking da ONU, atrás de China, Estados Unidos e Índia

Um novo relatório da Unctad, "braço" das Nações Unidas que analisa o comércio exterior e o desenvolvimento, mostrou que o Brasil é o quarto destino preferido no mundo para o investimento estrangeiro direto de grandes empresas este ano, e continuará assim até 2011.

O Brasil aparece atrás somente de China, Estados Unidos e Índia na lista, mas à frente da Rússia e do Reino Unido. Embora o "top five" entre os principais destinos de investimento inclua os mesmos países da última edição, o Brasil subiu uma posição no ranking, passando da quinta para a quarta colocação, superando a Rússia. Os EUA passaram para a segunda colocação, à frente da Índia.

Segundo os dados da Unctad, os países do grupo do emergentes Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) continuam entre as prioridades dos investidores por conta "do considerável crescimento de seu mercado, do acesso à mão de obra barata e, em alguns casos, a recursos naturais".

Por isso, de uma maneira geral, essas nações vêm atraindo mais investimentos. Em 2008, de acordo com o relatório, a alta no Brasil foi de 30,3%, para um total de US$ 45,1 bilhões. Na Índia, o crescimento do investimento estrangeiro direto total foi de 85,1% no ano passado, para US$ 46,5 bilhões.

América Latina em alta

Depois da Ásia Ocidental, a América Latina aparece como a segunda região a ser mais procurada por grandes empresas internacionais, "apesar das limitadas perspectivas de crescimento do PIB". Entre os 30 países que terão mais prioridade para receber investimento estrangeiro entre 2009 e 2011, quatro são da América Latina: Brasil, México, Chile e Peru.

O estudo revela que grandes multinacionais foram "duramente atingidas" pela crise econômica. No levantamento do ano passado, 40% das empresas disseram ter sido afetadas pela crise. Neste ano, a quantidade de companhias que reclamaram da desaceleração da economia chegou a 85%.

Com o ambiente de negócios mais instável, 58% das empresas afirmam que foram obrigadas a reduzir investimentos diretos internacionais neste ano. A expectativa entre os grandes empresários é que haja um início de recuperação no próximo ano e uma retomada mais intensa a partir de 2011.

Para o diretor da divisão de Investimentos e Empresas da Unctad, James Zhan, o atrativo dos Estados Unidos está no fato de que "há ativos disponíveis e baratos". Em relação ao Brasil, Zhan afirmou que o país "soube manter-se firme durante os primeiros embates da crise e, além disso, conta com novos nichos de mercado como os biocombustíveis".

Em geral, os países desenvolvidos, especialmente a Europa Ocidental, serão os mais afetados pela contração dos investimentos, enquanto, os países em desenvolvimento, principalmente a Ásia, serão os mais atrativos. Se isto ocorrer, os mais afetados seriam os países desenvolvidos, que sofreriam uma queda de 60%, as economias em transição, 40%, e as nações em desenvolvimento, 25%.

Fonte: Jornal do Brasil RJ - Seção: Economia

 

 

 

 
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