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Quadro de Legislação de Residuos Sólidos Urbanos






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Uso de formol ainda ameaça cabeleireiros, clientes e meio ambiente

Mesmo sabendo que o formol é ilícito e que seu uso coloca em risco a vida de profissionais e clientes, a substância continua sendo usada para alisamento capilar em salões de beleza no Brasil. Além de colocarem a própria saúde em risco, quem usa o formaldeído brinca com a segurança de todos à sua volta, já que não existe um limite aceitável de exposição. “Mesmo os profissionais do salão que não aplicam o produto, assim como a clientela que não se submete ao processo e só quer fazer as unhas, por exemplo, podem ser afetados pelos vapores voláteis do formol”, diz Ubirani Otero, epidemiologista do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), autarquia vinculada ao Ministério da Saúde, é clara na proibição da utilização do formol em produtos capilares com a finalidade de alisamento. A única função permitida é a de conservação da fórmula, evitando a proliferação de microorganismos – mas até o limite máximo de 0,2%. Quando usado para o alisamento, muitos profissionais chegam a utilizar até 10 vezes mais essa concentração. E é preciso ficar atento às técnicas experimentais. A atual legislação sobre cosméticos relaciona mais de 400 substâncias que não podem ser empregadas em produtos de beleza. “Quando um produto não está registrado, significa que sua composição não foi avaliada e que pode conter substâncias proibidas ou de uso restrito”, explica Josineire Sallum, bióloga mestre em Farmacologia Clínica e gerente geral de cosméticos da Anvisa.

Visão da Entidade

A Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), condena o uso de formaldeído, congregando indústrias e cabeleireiros a unir esforços no combate a essa prática ilegal. “Fazer uso do produto com finalidade de alisamento capilar constitui crime inafiançável. Por este motivo a ABIHPEC se propõe a somar esforços para conscientizar os profissionais dos salões de beleza sobre a importância de obedecer à lei e estimular o emprego apenas das substâncias alisantes permitidas por lei”, diz João Carlos Basilio da Silva, presidente da entidade.

Outro grande problema do uso do formol é a agressão ao meio ambiente. “O formol se combina facilmente a outros elementos químicos, o que pode torná-lo ainda mais perigoso”, alerta a ambientalista Telma Lobão. “A substância é apontada como responsável por mutações genéticas em animais. Sem contar que o descarte em lixo comum causa queimadura, cegueira e morte por sufocamento de diversas espécies, como pássaros”.

*Com informações da Cabelos & Cia – Alisamento Seguro (edição especial)

 

 
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