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Higiene e perfumaria são temas de reunião em Brasília

BRASÍLIA - Gestores e coordenadores do Sebrae, Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), Agência Brasileira para o Desenvolvimento Industrial (ABDI), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) se reuniram na quarta-feira (13), em Brasília, para tratar da segunda etapa do convênio entre Sebrae, Abihpec e ABDI.

Uma parceria entre as três instituições é responsável pelo desenvolvimento e implementação do Programa de Desenvolvimento Setorial Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (PDS/HPPC), que foi renovada em 13 de dezembro passado, com validade até 2011.

O setor de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos é um dos que mais se expande no País. Nos últimos treze anos, a taxa de crescimento real tem sido de dois dígitos ao ano, numa média de 10,6%, segundo a dados da Abihpec.

Levantamento do Instituto Euromonitor em 2008 mostra que, no Brasil, o setor é composto por 1.755 empresas, das quais apenas 15 são de grande porte, ou faturamento anual líquido de impostos acima de R$ 100 milhões. Juntas, as empresas geram cerca de 3 milhões de empregos diretos e indiretos no País. Elas são grandes empregadoras de mão de obra feminina. “Esse mercado está cada vez mais competitivo”, afirma Manoel Simões, diretor executivo da Abihpec.

Nessa segunda etapa do convênio tripartite, a Anvisa será uma importante apoiadora. A gerente geral de cosméticos da agência, Joseneire Sallum, e Alexandre Lopes, coordenador geral das Indústrias Químicas e de Transformados Plásticos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), participaram do encontro. Pela ABDI, estiveram presentes Júnia Casadei e Ana Sofia Peixoto.

Manoel Simões, diretor executivo da Abihpec, e Regina Diniz, coordenadora nacional da carteira de projetos de alimentos industrializados e HPPC do Sebrae, representaram as duas instituições na reunião, realizada na sede do Sebrae em Brasília. André Spínola, analista de Políticas Públicas do Sebrae, participou da parte do encontro em que foi abordada a questão tributária em relação ao setor HPPC.

Na primeira etapa da parceira (2006 a 2008), oito núcleos do PDS/HPPC foram estabelecidos nos estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Pernambuco e Ceará, nos quais várias ações e metodologias foram criadas e testadas. Projetos finalísticos desse setor foram estruturados pelas unidades estaduais do Sebrae envolvidas no programa.

A regularização sanitária das empresas integrantes do programa nos oito estados foi uma das principais realizações do PDS/HPPC na primeira fase do convênio tripartite. A informalidade sanitária é comum no setor. O estado da Bahia foi piloto em relação a esse aspecto. “Em 2003, haviam apenas três empresas formalizadas na Bahia, em termos regularização sanitária. Como resultado das ações do programa, esse número subiu para 45 empresas regularizadas junto à Anvisa na Bahia. “É crime inafiançável comercializar produtos de higiene pessoal sem registro da Anvisa”, adverte Regina Diniz.

 
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