Crise faz o população criticar Lula
Ao tomar consciência da crise, a população critica as atitudes do governo para enfrentá-la
O governo Lula mantém seus altos índices de aprovação que vêm conquistando junto a população desde 2003, conforme a Pesquisa CNI-IBOPE. Na última rodada da pesquisa, em março de 2009, houve um ligeiro recuo nessa avaliação com perda de 9 pontos (de73% de ótimo/bom, para 64%).
A boa receptividade ao governo Lula vem principalmente das classes mais pobres e dentre os de baixa escolaridade. As áreas de atuação mais valorizadas são o combate à fome, educação e meio ambiente.
De maneira geral o brasileiro vê o futuro positivamente não vislumbrando relevantes mudanças no cenário nacional.
Todos os índices abordados na pesquisa sofrem ligeira queda entre dezembro e março, porém não é suficiente para ser delinear um cenário desfavorável.
Em relação à crise financeira internacional, o brasileiro começa a dar os primeiros sinais de não só tomar consciência de sua existência como também sentir seus efeitos na comunidade ou mesmo pessoalmente. Comparados com os resultados de dezembro, em março os números mostram uma tendência das pessoas a tomar algumas medidas para se prevenir dos efeitos da crise: de 20 para 30%. Além disso, a expectativa do seu final foi postergada para uma data mais distante.
E neste cenário mais catastrofista o governo perde 15 pontos da sua avaliação quanto a sua performance em administrar a crise atual caindo de 62% de ótima e boa atuação para 47% em março. Este fato, significativo para o Governo, no contexto atual, pode ter colaborado para a criação de um possível “calcanhar de Aquiles” do presidente e uma brecha para macular sua avaliação tão positiva durante tantos anos.
No entanto, o Governo reage positivamente a esse fato e lança o programa de habitação com o intuito de de reestruturar sua imagem e satisfazer a parcela da população que o apóia.
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