Lula cobra mais presença de empresas e bancos brasileiros no exterior
Quarta-feira - 06/01/2010
Em jantar da Apex-Brasil com empresários, Lula elogia ideia de criação de um fórum para discutir a competitividade das exportações brasileiras.
Durante o jantar “Apresentando o Melhor do Brasil”, oferecido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) aos exportadores brasileiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou o desempenho das exportações brasileiras em 2009, ano que sofreu as consequências da crise econômica mundial.
“A gente reclama que nossas exportações caíram de US$ 200 bilhões para US$ 150 bilhões, mas a gente precisa comparar isso com o que caiu a Alemanha, os Estados Unidos e a China. A gente vai perceber que o Brasil caiu menos do que os países tradicionalmente exportadores”, disse Lula.
No jantar, empresários e autoridades elogiaram o trabalho da Apex-Brasil nos últimos anos, que ajudou a diversificar as exportações brasileiras. Depoimentos de empresários ressaltaram a importância dos centros de negócio da Apex-Brasil mantidos no exterior e dos estudos de inteligência comercial realizados pela Agência.
O presidente da Apex-Brasil, Alessandro Teixeira, apresentou alguns números do desempenho da agência em 2009. Ao todo, a Apex-Brasil apoiou as exportações de 9.367 empresas brasileiras de 74 setores da economia, foi responsável por 15,51% da pauta exportadora do país e promoveu 357 ações de atração de investimentos. Teixeira destacou o aumento da presença do Brasil no exterior, destacando os projetos que a Agência realiza visando à internacionalização de empresas brasileiras.
Aproveitando o tema, Lula cobrou uma presença maior de empresas brasileiras no exterior. Segundo o presidente, bancos brasileiros precisam instalar-se nos mercados internacionais onde o Brasil é competitivo, para financiar as empresas brasileiras. “O Brasil precisa se transformar em um grande exportador de máquinas e equipamentos, de ônibus, de caminhões, de máquinas agrícolas, de tudo que a gente puder. Nós temos a possibilidade de financiar, para todo o continente africano e para todo o continente latino-americano, e competir, nesse mercado, com a China”, afirmou.
No jantar, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, João Carlos Basílio da Silva, propôs a criação de um fórum que reúna governo e empresários para discutir a competitividade do setor exportador do país. Ao lado do presidente da Artecola, Eduardo Kunst, falaram em nome do empresários presentes levantando temas também sobre a carga tributária e sobre o câmbio.
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, elogiou, na pessoa do presidente Alessandro Teixeira, o trabalho da Apex-Brasil e classificou o órgão como um exemplo para todas as outras instituições do governo, pela agilidade e competência apresentadas no desenvolvimento da promoção de exportações e da atração de investimentos.
Também participaram do jantar o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge; o ministro das Cidades, Márcio Fortes: o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.
O Melhor do Brasil
Durante o jantar, no Copacabana Palace, ocorreu a mostra “Apresentando o Melhor do Brasil”, que reuniu produtos e serviços brasileiros de exportação que se destacam pela qualidade, inovação e design, alguns deles premiados internacionalmente.
Entre os produtos expostos estavam instrumentos musicais, jóias, calçados, vinhos, alimentos, softwares e equipamentos médico hospitalares. As empresas produtoras são participantes dos Projetos Setoriais Integrados (PSIs), realizados pela Apex-Brasil em parceria com as entidades setoriais. Alguns desses produtos receberam os mais importantes prêmios internacionais na área de design, como o iF Design Awards e o Prêmio IDEA International Design Excelence Awards.
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